Dentro do coaching e na área do desenvolvimento pessoal uma das expressões que precisamos ter cuidado ao usar com as pessoas é o “por que? E Por que, com o perdão da brincadeira? Porque o direcionamento mental decorrente da pergunta por que pode não ser o mais útil ou mai eficaz.

A pergunta “por que” , via de regra, nos mantém atrelados ao problema. Por exemplo, digamos que você esteja querendo se tornar mais calmo, mais paciente. Você me diz que não consegue manter o equilíbrio emocional com familiares ou  colegas. Daí digamos que eu pergunte a você “por que você não consegue?” Bem, depois desta pergunta, mesmo que você não queira, sua mente entra num processo de encontrar explicações e justificativas. E explicações e justificativas, em geral, não conduzem você para o que você deseja (no caos, a resolução do problema).

Suponha que o seu estado desejado seja “ficar calmo em debates com diferentes pontos de vista”. Se eu perguntasse a você “por que você não consegue”, você vai ficar “amassando barro”, ou seja, remoendo o problema e me explicando as suas teses para não conseguir o que deseja. Você se dá conta da armadilha desta expressão?

A chave para a mudança está nas perguntas. Quando perguntamos (usando o exemplo acima), outras perguntas focadas em ação, resultado e futuro, abrem-se novas possibilidades para você. Se eu perguntar, por exemplo, “o que você ainda não fez e que, se tentasse, poderia produzir calma”, perceba que a sua mente vai para outra direção. Você se dá conta? Ou se perguntássemos “o que você acredita que precisa fazer para alcançar o que deseja?”, seguramente teremos um resultado melhor do que “por que você não consegue”? Eu me pergunto se você percebe a diferença gerada no seu pensamento.

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Podem parecer sutilezas de linguagem ou palavras. Ao mesmo tempo, garanto a você que esta mudança na abordagem pode trazer a você resultados completamente diferentes. Estamos muito focados nos porquês das coisas. Se saber os porquês resolvesse os problemas, muito provavelmente teríamos poucos problemas, não é verdade? Ou você não sabe a causa da maioria dos seus problemas? É claro que sabe! Nós sabemos! Somos os maiores analistas de nós mesmos. Só que isso não garante que mudemos a nossa situação ou que atinjamos o que desejamos.

Não estou dizendo que devemos abandonar totalmente o “por que” de nossa vida. Ele é muito útil com relação a, por exemplos, processos empresarias, processos industriais, curiosidade sobre o funcionamento das coisas etc. Agora, em se falando de mudança de comportamento, desenvolvimento de competências e relacionamento humano, minha experiência me diz que este não é o caminho mais útil.

Geralmente quando perguntamos “por que” sobre o comportamento de alguém o fazemos porque estamos com raiva, indignados ou queremos repreender alguém. Isso ocorre quando ficamos tristes com o que um familiar fez e perguntamos “por que você fez isso?” Qual a utilidade desta pergunta? Vai resolver? Certamente não. Às vezes também queremos ajudar. Daí podemos perguntar “por que você não consegue aprender inglês?”. Parece útil esta pergunta? Na minha experiência de coaching, nem um pouco. A pessoa entra  numa infindável fala de teses, teorias e justificativas e não sai mais desse redemoinho.

Portanto, minha dica é que, para efeitos de mudança de comportamento e desenvolvimento, reduzamos drasticamente o uso do “por que?”. Passemos a usar perguntas que foquem na ação, futuro e mudança de resultado.

E a sua experiência?

Quais as histórias que você pode contar com “por que”?

Deixe abaixo seus comentários e experiências.

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Fred Graef
Fred Graef

Palestrante, Coach e Consultor. Especialista em Vendas, Liderança e Alta Performance.