Vamos conversar sobre a importância no controle interno na mentalidade.

Mas o que isso quer dizer?

Para entender esse conceito, precisamos conhecer dois tipos de profissionais de vendas: controle interno e controle externo.

Este entendimento é fundamental para resolver problemas e ajudar o cliente, ou, no mínimo, focar em agir sobre variáveis que podemos mudar.

Afinal, não adianta se ocupar com questões sobre as quais nada — ou muito pouco — é possível fazer.

Estamos falando de um aspecto prático (o que podemos fazer) e, ao mesmo tempo, mental (o que nos dá a possibilidade de agir).

Então, quer assumir maior controle sobre o sucesso e o “destino” do seu negócio ou das suas vendas?

Entenda como a sua mentalidade interfere nessa capacidade continuando esta leitura!

Aproveite e também assista o vídeo deste post para entender mais como o tema como impactar na sua performance.

Perfis Mentais de Controle Interno Ou Controle Externo: O Que São

Em primeiro lugar, existem dois tipos de profissionais — sejam vendedores ou gestores, líderes, profissionais liberais etc.

E cada um deles assume uma postura mental diferente, que interfere nos resultados desde o planejamento até o fechamento.

Há aquele que se baseia no controle externo: ele entende que as causas que interferem no desempenho da empresa ou do negócios ocorrem fora dela.

Assim, quando diante de um problema, ele tem a tendência de culpar a concorrência, fatores econômicos, interferências do governo e outras variáveis, todas externas à empresa (ou a sua atuação).

Evidentemente que essas variáveis influenciam e merecem a sua atenção.

Se você pretende abrir uma nova unidade de negócios em uma região que recebe altos investimentos da indústria automobilística, por exemplo, e sabe que algum fator pode impactar na diminuição dessa atividade, pode cogitar abri-la em outro local. Isso é positivo.

Além disso, consultar e elaborar estudos que indiquem melhores oportunidades é, sim, fundamental — mas não por se acreditar que o destino dos seus negócios depende disso.

Ao contrário, é justamente por acreditar que podemos fazer algo a respeito que precisamos desse tipo de informação.

Essa é a atitude que caracteriza o padrão de crenças do controle interno.

Ele faz parte da mentalidade de pessoas que acreditam que os resultados dependem delas.

Assim, mesmo diante de uma situação difícil, elas se perguntam o que podem fazer para obter sucesso.

Como enxergamos os problemas?

Vários exemplos demonstram o poder desse tipo de posicionamento.

Basta notar que existem empresas e profissionais crescendo em qualquer situação.

Aliás, em todas as grandes crises houve quem fez fortunas justamente por saber aproveitar oportunidades.

E isso só é possível com uma visão não determinista, ou seja, que não se baseia na ideia de que estamos submetidos a um destino, sem muito poder fazer a esse respeito.

Veja: não é questão de se iludir e negar os problemas, mas de encará-los com coragem e determinação.

Não vivemos em um país fácil de empreender ou fazer negócios — sabemos que existem várias amarras e dificuldades.

Além da grande burocracia, as empresas estão sujeitas à falta de profissionais qualificados.

Contudo, também existem muitas oportunidades.

Aliás, as melhores oportunidades de empreender e de negócios se baseiam na solução de um problema. Logo, se temos muitos problemas, temos mais chances de encontrar um bom caminho para os negócios.

Além disso, quanto mais carente é um lugar, mais demandas adormecidas existem.

Se são muitas as pessoas sem casa, há mercado para construí-las. Se a logística é ruim, há oportunidade para quem encontrar formas de resolver o problema, e assim por diante.

Em outras palavras, as chances de sucesso estão disponíveis para quem encontrar uma forma de “abraçá-las”.

Bom, alguém pode ponderar que não é assim tão fácil — e isso pode ser verdade.

Contudo, pense no setor de telefonia, por exemplo. Décadas atrás, a maioria das pessoas não possuía uma linha telefônica. Com os celulares pré-pagos, hoje poucos não têm.

Nesse caso, existia uma carência (uma demanda reprimida), que foi aproveitada depois de se encontrar uma forma de tornar o produto acessível.

E é isso que as empresas e profissionais bem sucedidos fazem para prosperar.

Fatores Que Você Pode Mudar

Os fatores que podem influenciar o negócio ou volume de vendas mudam muito dependendo do segmento de atuação, da região, do público e de outras características.

Por isso, fazer aqui uma relação de todos eles seria improdutivo.

De toda forma, o certo é que, dificilmente, você conseguiria interferir de alguma maneira em qualquer fator externo.

O máximo que se pode fazer é ficar atento a eles.

Como já dissemos, o que você pode mudar é o que acontece internamente na empresa ou na sua atitude (forma de pensar e agir).

Vejamos um exemplo.

Imagine que uma indústria com alto consumo de energia na produção sofrerá um aumento de 40% na sua conta por causa de uma nova medida do governo, o que significaria a inviabilidade da empresa.

Nesse caso, não é possível interferir na decisão de aumento, mas existem algumas empresas que oferecem soluções de aproveitamento energético.

Por meio de processos químicos e físicos, elas usam recursos que são desperdiçados na linha de produção — como vapor, calor e resíduos — para gerar energia.

Assim, o que era um problema se tornou uma oportunidade, pois agora existe a chance de sair na frente da concorrência com um preço muito competitivo.

Faz sentido?

É preciso desenvolver o pensamento correto em relação ao cliente e aos problemas.

E, se essas soluções te parecem fantasiosas, saiba que existem centenas de iniciativas com produtos e serviços semelhantes aos desse exemplo.

O Seu Tipo De Controle Mental

Para identificar o seu perfil de controle, costumo brincar e sugerir o “teste do travesseiro”.

Um pouco antes de dormir, peça a sua esposa (ou marido) ou filhos para lhe perguntarem como foi o seu dia de trabalho.

Se você começar a justificar problemas apontando influências externas, cuidado!

Você pode ter sido mordido pelo vírus do controle externo.

Brincadeiras à parte, a intenção aqui não é criticar um tipo de atitude.

Todos precisam desabafar uma hora ou outra, e cada um sabe o peso que carrega.

Assim, o problema não está em passar uma fase difícil ou menos otimista, mas em deixar que a mentalidade do controle externo impeça a ação.

Para concluir, a última mensagem é que não temos controle sobre tudo.

Nem sempre os planos funcionam como esperado. É assim mesmo!

Por isso, as grandes conquistas dependem da nossa capacidade de corrigir problemas — mais do que evitá-los.

Enfim, gostou deste post sobre controle interno ou controle externo?

Agora, quer assumir o controle do seu sucesso?

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Fred Graef
Fred Graef

Palestrante, Coach e Consultor. Especialista em Vendas, Liderança e Alta Performance.